Agencia Estado - 6/5/2008
Isabella: promotor diz que ‘os dois mataram a menina’

O promotor Francisco Cembranelli, que cuida do caso da morte da menina Isabella Nardoni, confirmou a denúncia contra o pai e a madrasta da criança, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. “Os dois mataram a menina”, disse. Eles foram denunciados à Justiça por homicídio doloso triplamente qualificado - meio cruel, vítima sem possibilidade de defesa e para garantir a impunidade de delito anterior. O promotor também pediu ao juiz a prisão preventiva de Nardoni e Anna Carolina.

 

As agressões à menina, afirmou o promotor, começaram após uma discussão acalorada entre o casal. “Há provas contundentes de que houve desentendimento, seguido de agressões a Isabella.” A briga teria começado já no carro, onde, segundo Cembranelli, há marcas “irrefutáveis” de sangue.

Agencia Estado - 6/5/2008 16:58

Madrasta alterou cena do crime, afirma promotor

O promotor Francisco Cembranelli, responsável sobre o caso da morte da menina Isabella Nardoni, afirmou hoje em entrevista coletiva que a madrasta, Anna Carolina Jatobá, teria alterado a cena do crime antes mesmo de Isabella ser jogada pela janela. “Ela apagou manchas de sangue, mudou objetos de lugar e lavou uma peça de roupa”, diz o documento com a denúncia, encaminhado hoje ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri. Enquanto isso, Alexandre Nardoni foi ao térreo do edifício, onde estava a filha. “Enquanto ela (Isabella) necessitava de urgente socorro, o pai preocupava-se em mostrar a todos que havia um invasor no prédio.”

 

O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foi denunciado hoje pelo Ministério Público de São Paulo por homicídio doloso (com intenção) triplamente qualificado. O promotor Francisco Cembranelli também pediu ao juiz a prisão preventiva do casal, responsabilizado pela morte de Isabella. Cembranelli fundamentou sua decisão nos artigos 121 (homicídio), 61 (agravantes: meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e ocultação de delito anterior), 347 (fraude processual, por alterar a cena do crime) e 13 (omissão), todos do Código Penal. A entrevista coletiva de Cembranelli começou às 15h15 e terminou cerca de uma hora depois.

Fonte: Estadão

Pesquisa: Jr. Holanda