Publicado por: barueriemdia | dezembro 14, 2008

Lei Seca ‘chega’ à praia esta semana

Com seis meses, Lei Seca ‘chega’ à praia esta semana

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Ainda sem bafômetros, as blitze ainda não ‘pegaram’ nas cidades do litoral. Comando da PM promete apertar o cerco aos motoristas nas férias

NAIANA OSCAR, naiana.oscar@grupoestado.com.br

Nas mesas de bares e nas ruas do litoral de São Paulo, a Lei Seca, prestes a completar seis meses em vigor, ainda é motivo de piada. Até agora sem bafômetros, a Polícia Militar não conseguiu convencer a população e os turistas de que a lei, mesmo na beira da praia, é para valer. Esta será a primeira temporada desde que a punição ficou mais rígida para motoristas que combinam direção e bebida alcoólica. E para mudar a impressão de que a lei não pegou, a PM promete intensificar a fiscalização a partir desta semana, quando as cidades do litoral paulista esperam receber ao menos um bafômetro do governo do Estado com o início da Operação Verão.

Santos é o único município em que os policiais militares dispõem de equipamentos. Dos três bafômetros, dois foram doados pela prefeitura no meio do ano. Mas nem a existência deles faz os moradores terem a preocupação de que podem ser autuados. Na noite da última quinta-feira, o advogado Roberto, de 26 anos, segurava uma latinha de cerveja na mão direita dentro do carro em uma rua perto da orla. Com a esquerda, dirigia. “Nossa, achei que vocês fossem da polícia”, disse à reportagem, quando parou em um farol. “Mas não podiam ser… Aqui não mudou nada”, disse, rindo, aliviado. Roberto não quis dizer o sobrenome. O semáforo abriu e ele saiu em ziguezague.

Por conta de clientes como ele, os donos de bares e restaurantes da região são unânimes em dizer que não tiveram prejuízos com o início da Lei Seca. O empresário Marcos Vinícius Scarsini, de 30 anos, dono de um restaurante na frente da praia, tem vendido em média 50 litros de chope nos fins de semana. Isso porque o verão ainda não começou. “Essa cidade é turística. As pessoas bebem, sim, e dirigem. É tudo perto, não tem o que fazer”, disse.

E é justamente a desculpa de que o percurso é curto aliada à falta de fiscalização que faz das cidades litorâneas lugares em que a Lei Seca não emplaca. “A legislação não está preocupada com a distância percorrida ou com o tempo que a pessoa leva para chegar. Ela corre risco do mesmo jeito”, disse o pesquisador do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, Júlio de Carvalho Ponce.

Numa das mesas do restaurante de Scarsini, um grupo de seis amigos se “preparava” para a balada na quinta passada. Nos copos, vodca com energético. E em cima da mesa, as chaves dos carros. Naquela noite, eles tinham planos de passar a madrugada numa boate da orla de Santos. Mas geralmente preferem sair da cidade. “A gente vai para Peruíbe, litoral norte, Guarujá…”, contou um deles. “Saímos bêbados, nos mantemos bêbados, bebemos mais e voltamos daquele jeito”, contou às gargalhadas Felipe Scarsini, de 24 anos, o mais animado da mesa, irmão do dono do bar. Eles dizem que infringem a lei porque sabem que não terão que parar o carro para soprar um bafômetro.

Responsável pelo comando da PM no Litoral Sul, o coronel Jorge Luiz Alves nega que o número reduzido de equipamentos tenha prejudicado a fiscalização até agora. Segundo ele, as operações foram realizadas mesmo sem os etilômetros. “Quando necessário, o bafômetro é requisitado e o motorista passa por exame.” No verão, Alves garante que as fiscalizações serão mais intensas porque o efetivo da região, de 3,5 mil policiais será reforçado com 1,3 mil.

No Litoral Norte, a Lei Seca também está sem crédito. Sem bafômetros para fazer a fiscalização na área urbana, os equipamentos são emprestados da Polícia Rodoviária Estadual. “Os motoristas embriagados só são advertidos quando se envolvem em acidentes, o que é um problema”, disse a presidente do Conselho Comunitário de Segurança de São Sebastião, Éder Ávila.

O coronel Sérgio Teixeira Alves, comandante da PM nos quatro municípios do litoral norte, afirma que no verão os policiais vão fechar o cerco contra motoristas que bebem. Segundo ele, estão programados quatro bloqueios fixos que ficarão em operação 24 horas, todos com pelo menos um bafômetro. As blitze serão realizadas na Rodovia dos Tamoios (chegada a Caraguatatuba), na Rio-Santos, (perto da praia da Boracéia), na Rodovia Osvaldo Cruz e na entrada de Ubatuba. “O risco de ser flagrado será grande’. A expectativa é que os bafômetros sejam entregues a tempo.

Fonte: www.estadao.com.br

Pesquisa: Jr. Holanda

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