Publicado por: barueriemdia | dezembro 16, 2008

‘Recaída nas drogas foi após separação’, diz namorada sobre Marcelo Silva

Ex-policial morreu na madrugada da quinta-feira.
Silva ficou conhecido depois de ter se casado com a atriz Susana Vieira.

A estudante Fernanda Cunha, namorada de Marcelo Silva, contou à reportagem do “Fantástico” como foram os últimos instantes ao lado do ex-policial militar que ficou conhecido em todo o Brasil depois de ter se casado com a atriz Susana Vieira.

 

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Ela estava com Marcelo na madrugada da última quinta-feira (11), quando o ex-policial militar de 38 anos morreu dentro da garagem do apart-hotel de Fernanda, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O casal havia passado cerca de 12 horas em um motel, onde Marcelo cheirou cocaína. Ele era viciado e sofria de recaídas.

 

“Ele teve um ano, dois meses e 28 dias limpo, sem drogas. A primeira recaída dele foi logo que eu fui pra Goiânia depois que ele separou da Susana, que ele viveu sem mim e sem ela. Acho que foi dia 10, entendeu? A primeira recaída dele na droga”, diz Fernanda.

 

“Aí ele falou assim: 20 minutinhos, a gente já vai, né? Aí eu peguei, falei ‘está bom’. Só que nesses 20 minutinhos eu fui ver televisão e dormi de novo. Aí que eu acho que ele usou a droga, entendeu? Era uma quantidade maior que ele deve ter usado. Foi na hora em que eu acordei ele estava mal”, lembra Fernanda.

Do motel, o casal foi para o apartamento, mas Marcelo passou mal na garagem do prédio. Fernanda conta que chegou a pedir ajuda.

 

“Eu não sabia o que era uma pessoa passar mal de uma cocaína, entendeu? Então eu não sabia se isso era o normal da pessoa, se não era o normal”, diz.
“Então o máximo que eu fiz foi chamar o segurança, o que eu pude fazer para ajudar foi chamar o segurança. O segurança tentava acalmar ele também, mas não conseguia. Aí eu dei o telefone da mãe dele, tentava chamar a mãe dele. Quando a mãe dele chegou eu achei que ele já estava dormindo, eu acho que ele já não estava mais dormindo”, diz Fernanda.

 

“Tenho uma aliança com ele ainda que eu uso. Ele me deu um ursinho que eu ainda ando com ele e tudo, que eu ainda vou ficar com ele para sempre na minha vida”, afirma a estudante.

A polícia acredita que Marcelo morreu por causa da droga. “Tudo indica que foi overdose”, diz o delegado. O laudo oficial da morte sai em 15 dias. 

Entenda

A overdose de cocaína acontece assim: depois de inalada pelo nariz, a droga vai para os pulmões, cai na corrente sangüínea e atinge o cérebro.

 

Ela aumenta a produção de uma substância chamada dopamina, que tem funções importantes, como regular os movimentos e o comportamento.
Esse aumento de dopamina faz com que o coração bata depressa, a pressão arterial suba muito, a respiração fique curta e o corpo se agite. A pessoa sente dor intensa no peito e não consegue falar. E pode morrer de derrames ou infarte.

 

“O que me espanta é que as pessoas não tenham mais paradas cardíacas pelo uso da cocaína. O que é do meu conhecimento é que várias pessoas enfrentaram três ou mais overdoses e quase chegaram à morte. A cocaína vai deixando lesões. Ela deixa rastros. E as cicatrizes são em órgãos vitais, como coração e cérebro. Não há usuário de cocaína que não tenha lesões no tecido do coração e no tecido cerebral. Um dia, diante de uma dose até menor de cocaína, essas lesões vão levar o indivíduo à morte”, explica a médica Maria Thereza de Aquino, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas da Uerj.  

Perigo

O cantor Vaguinho, conhecido pelos sucessos do grupo de pagode Os Morenos, foi viciado em cocaína. E viu a morte de perto mais de uma vez.

“Olha, eu posso dizer que eu tive umas três vezes uma overdose, bem próximo da morte. O cara acha que, às vezes, porque escapou da primeira overdose…diz assim: ‘quase que eu tive uma overdose’. Esse ‘quase’ já é um prenúncio do que vai acontecer se não parar”, observa o músico.

Dez anos atrás, no auge do sucesso, Vaguinho sumiu por quase três dias. Chegou a dar uma entrevista ao “Fantástico” dizendo que havia sido seqüestrado.

Na verdade, Vaguinho se escondeu para consumir a droga, que diz ter sido fornecida por um conhecido.

“Quando ele me deu aquela quantidade de cocaína ainda falou assim: ‘vai devagar, que essa aí é forte’. Eu imediatamente já peguei, já cheirei, dei a primeira cheirada, e logo na primeira eu fiquei alucinado. Fiquei completamente fora do que estava acontecendo. Eu só me lembro que eu entrei no carro e o primeiro hotel que eu vi eu entrei, e ali eu fiquei dois, três dias. E todo mundo me procurando, a imprensa divulgando que eu estava seqüestrado. Quando eu estava nessa situação, tinha medo daquilo atrapalhar a carreira”, admite.

Hoje recuperado, ele dá palestras sobre a droga. E também canta músicas que falam do vício. 

 Fonte: www.globo.com

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